Apresentação
O GESTUAL+ reúne a inestimável história e os princípios de atuação de três grupos de pesquisa, alinhados com o direito à cidade; a prática dialógica e participativa de um urbanismo-arquitetura-design de proximidade; um espectro transdisciplinar e respeitando aspectos de sustentabilidade e diversidade sócioterritorial e cultural, com foco em territórios periféricos, autoproduzidos. A oportunidade dessa associação permite o fortalecimento das redes já consolidadas dos grupos, possibilitando sua consolidação e expansão, seja em termos de redes internacionais de treinamento, seja por meio de interações contínuas entre academia, sociedade civil e instituições.
Grupo de Estudos Sócio-Territoriais Urbanos e de Ação Local

Territórios de Estudo
Sobretudo áreas (sub)urbanas dos países da Lusotopia e
escala metropolitana, urbana, rural, bairro, local (casa e espaço público).
Objetos de Estudo e Teoria
Objeto de Estudo
- Margens urbanas, subúrbios, periferias
- Territórios autoproduzidos e co-produzidos
- Espaço público ou coletivo e comum urbano
- Transformações socioespaciais
- Escala da cidade e do bairro
- Multiplicidade de atores e suas múltiplas justificativas
- Paradigmas de intervenção urbana e habitacional
- Políticas, ferramentas, programas, práticas
- Movimentos sociais urbanos
- Diversidade cultural e design social
Teoria
- Pensamento urbano crítico
- Espaço como produção social e como produtor social
- Direito à habitação, direito ao lugar e direito à cidade
- Justiça espacial e cidade justa
- Urbanismo alternativo, colaborativo, compartilhado, inclusivo, sustentável, de proximidade
- Pedagogia do oprimido
- Formação para a consciência crítica e para uma cultura emancipatória
- Significado e sustentabilidade
- Urbanismo arquitetura e design decolonial e contra-hegemónico
Mais sobre o Gestual+
Questões Orientadoras
- Quem está produzindo coletivamente a cidade?
- Quem são os atores da (in)justiça espacial?
- O que fazer? E como fazer para melhorar e qualificar as margens urbanas, para contribuir para uma transformação emancipatória, para coproduzir uma cidade coesa e democrática?
Metodologia
- Pesquisa-ação: conhecer para poder transformar e transformar para poder conhecer;
- Produção social do conhecimento;
- Formação e extensão universitária;
- Ação, reflexão, monitoramento; participativo, reflexividade, processo interativo;
- Pesquisa-ação, teoria-empírica/prática;
- Restituição dos resultados da pesquisa;
- Debates públicos com a comunidade técnica e científica e com a sociedade civil e os habitantes.
Objetivos
a. Consolidar uma linha de investigação e ação local em articulação com o global que associa à matriz do pensamento crítico de Henri Lefebvre sobre o espaço social, as premissas de um urbanismo-arquitetura-design de proximidade, partilhado, emancipador e alternativo que privilegie a coesão socio-territorial, a (re)qualificação do território existente, o reforço das identidades e solidariedades locais, e se articule com as iniciativas locais de defesa e consolidação dos direitos à habitação, ao lugar e à cidade;
b. Compreender as tendências de transformação socioespacial e cultural - operadas, em curso e previstas - dos territórios habitacionais, com foco nas margens da lusotopia, bem como os modelos e paradigmas urbanísticos e habitacionais subjacentes, ou as motivações, racionalidades e práticas da multiplicidade de atores que as corporizam;
c. Refletir em interação com outros atores da comunidade, da sociedade civil e institucionais, sobre como se faz, o que fazer e como fazer para lograr um território mais inclusivo e justo, revelador e também indutor de uma sociedade mais democrática e igual;
d. Promover a elaboração e desenvolvimento de projetos de investigação, de ação local e extensão universitária sobre os temas e territórios de estudo (ver alíneas a e b), reforçando a candidatura a programas de financiamento ao nível (inter)nacional, regional e municipal;
e. Promover uma postura de comunicação e relação dialógica entre o saber técnico-científico e o saber popular e local, na linha de Paulo Freire;
f. Proporcionar espaços de formação, a partir da interação entre ensino, pesquisa e extensão, para desenvolver capacidades de reflexão crítica sobre o papel da universidade e da atuação profissional a partir de ações participadas;
g. Promover a formação científica, teórica e aplicada, nos temas e territórios de estudo, ao nível do segundo e terceiro ciclos, através de disciplinas optativas, de cursos de pós-graduação (curta duração, especialização e estudos avançados) ou de workshops académicos;
h. Promover a organização e coorganização de eventos vários, workshops comunitários, ciclos de debates, seminários e conferências nacionais e internacionais e outros eventos científicos e culturais, bem como de exposições e pequenas reportagens;
i. Promover a disseminação dos resultados científicos, práticos e didáticos através da sua publicação em revistas, livros, brochuras e material audiovisual, ao nível nacional e
internacional, científico, de divulgação e junto dos media;
j. Promover a articulação em rede com entidades com abordagem similar ou complementar;
l. Promover estudos e a coprodução do conhecimento no âmbito do design, dialogando saberes das áreas do design de produto, comunicação e moda com a arquitetura, o urbanismo, o planeamento urbano e a sustentabilidade.