O Grupo de Estudos Sócioterritoriais Urbanos e de Ação Local (GESTUAL+) congrega a trajetória e os princípios de atuação de grupos e projetos de pesquisa e ação local comprometidos com o direito à habitação e à cidade. Sua atuação fundamenta-se em práticas dialógicas e participativas de urbanismo, arquitetura e design de proximidade, adotando uma abordagem transdisciplinar que respeita a sustentabilidade e a diversidade sócioterritorial e cultural, com especial atenção aos territórios periféricos e autoproduzidos. A articulação entre grupos e projetos representa uma oportunidade para o fortalecimento de redes já existentes, favorecendo sua consolidação e expansão, tanto no âmbito nacional e interncaional de formação, quanto por meio de interações contínuas entre a academia, a sociedade civil e as instituições.
Grupo de Estudos Sócioterritoriais Urbanos e de Ação Local
Objetos de Estudo e Teoria
Objeto de Estudo
- Margens urbanas, subúrbios, periferias - Territórios autoproduzidos e co-produzidos - Espaço público ou coletivo e comum urbano - Transformações socioespaciais - Escala da cidade e do bairro - Multiplicidade de atores e suas múltiplas justificativas - Paradigmas de intervenção urbana e habitacional - Políticas, ferramentas, programas, práticas - Movimentos sociais urbanos - Diversidade cultural e design social
Teoria
- Pensamento urbano crítico - Espaço como produção social e como produtor social - Direito à habitação, direito ao lugar e direito à cidade - Justiça espacial e cidade justa - Urbanismo alternativo, colaborativo, compartilhado, inclusivo, sustentável, de proximidade - Pedagogia do oprimido - Formação para a consciência crítica e para uma cultura emancipatória - Significado e sustentabilidade - Urbanismo arquitetura e design decolonial e contra-hegemónico
Mais sobre o Gestual+
Questões Orientadoras
- Quem está produzindo coletivamente a cidade? - Quem são os atores da (in)justiça espacial? - O que fazer? E como fazer para melhorar e qualificar as margens urbanas, para contribuir para uma transformação emancipatória, para coproduzir uma cidade coesa e democrática?
Metodologia
- Pesquisa-ação: conhecer para poder transformar e transformar para poder conhecer; - Produção social do conhecimento; - Formação e extensão universitária; - Ação, reflexão, monitoramento; participativo, reflexividade, processo interativo; - Pesquisa-ação, teoria-empírica/prática; - Restituição dos resultados da pesquisa; - Debates públicos com a comunidade técnica e científica e com a sociedade civil e os habitantes.
Objetivos
a. Consolidar uma linha de investigação e ação local em articulação com o global que associa à matriz do pensamento crítico de Henri Lefebvre sobre o espaço social, as premissas de um urbanismo-arquitetura-design de proximidade, partilhado, emancipador e alternativo que privilegie a coesão socio-territorial, a (re)qualificação do território existente, o reforço das identidades e solidariedades locais, e se articule com as iniciativas locais de defesa e consolidação dos direitos à habitação, ao lugar e à cidade; b. Compreender as tendências de transformação socioespacial e cultural - operadas, em curso e previstas - dos territórios habitacionais, com foco nas margens da lusotopia, bem como os modelos e paradigmas urbanísticos e habitacionais subjacentes, ou as motivações, racionalidades e práticas da multiplicidade de atores que as corporizam; c. Refletir em interação com outros atores da comunidade, da sociedade civil e institucionais, sobre como se faz, o que fazer e como fazer para lograr um território mais inclusivo e justo, revelador e também indutor de uma sociedade mais democrática e igual; d. Promover a elaboração e desenvolvimento de projetos de investigação, de ação local e extensão universitária sobre os temas e territórios de estudo (ver alíneas a e b), reforçando a candidatura a programas de financiamento ao nível (inter)nacional, regional e municipal; e. Promover uma postura de comunicação e relação dialógica entre o saber técnico-científico e o saber popular e local, na linha de Paulo Freire; f. Proporcionar espaços de formação, a partir da interação entre ensino, pesquisa e extensão, para desenvolver capacidades de reflexão crítica sobre o papel da universidade e da atuação profissional a partir de ações participadas; g. Promover a formação científica, teórica e aplicada, nos temas e territórios de estudo, ao nível do segundo e terceiro ciclos, através de disciplinas optativas, de cursos de pós-graduação (curta duração, especialização e estudos avançados) ou de workshops académicos; h. Promover a organização e coorganização de eventos vários, workshops comunitários, ciclos de debates, seminários e conferências nacionais e internacionais e outros eventos científicos e culturais, bem como de exposições e pequenas reportagens; i. Promover a disseminação dos resultados científicos, práticos e didáticos através da sua publicação em revistas, livros, brochuras e material audiovisual, ao nível nacional e internacional, científico, de divulgação e junto dos media; j. Promover a articulação em rede com entidades com abordagem similar ou complementar; l. Promover estudos e a coprodução do conhecimento no âmbito do design, dialogando saberes das áreas do design de produto, comunicação e moda com a arquitetura, o urbanismo, o planeamento urbano e a sustentabilidade.